Na última terça-feira (7), a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realizou uma audiência pública para discutir o potencial dos reatores modulares de pequeno porte (SMRs) como alternativa para ampliar o acesso à energia e impulsionar o desenvolvimento econômico regional no Brasil.
O debate, solicitado pelos deputados General Pazuello e Júlio Lopes, reuniu representantes de instituições estratégicas do setor nuclear e energético, como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a Eletronuclear, a Marinha do Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Instituto de Petróleo, Gás e Energia (IPEGEN).
Durante o encontro, iniciado às 14h, os participantes apresentaram diferentes perspectivas sobre o tema, abordando aspectos relacionados à pesquisa e desenvolvimento, aplicações na área de defesa, questões técnicas, regulatórias e o potencial de comercialização dos SMRs no país.
No requerimento que motivou a audiência, os parlamentares destacaram que cerca de 30 países já desenvolvem ou estudam projetos de reatores modulares. Apesar de o Brasil dominar o ciclo completo do combustível nuclear, incluindo o enriquecimento de urânio, o país ainda se encontra em estágios iniciais no desenvolvimento dessa tecnologia.
Presentes em Brasília, o 2º vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN) e chefe de gabinete da Eletronuclear, André Osório e o Coordenador de Segurança e Supervisão Independente da Eletronuclear, Marcelo Gomes, ressaltaram a importância de iniciativas como essa para o fortalecimento do setor nuclear nacional. O debate contribui para ampliar o diálogo entre governo, instituições técnicas e sociedade, além de fomentar avanços em inovação e planejamento energético.
A discussão reforça o papel dos reatores modulares como uma alternativa promissora para diversificação da matriz energética brasileira, especialmente em regiões remotas ou com menor infraestrutura, além de evidenciar a necessidade de avanço coordenado entre políticas públicas, regulação e desenvolvimento tecnológico.