Na última quarta-feira (22), o presidente Carlos Henrique Silva Seixas, o vice-presidente André Osório e o diretor de Comunicação da ABEN, Jairo Bastos, participaram da 1ª Reunião Ordinária do Grupo Técnico (GT) nº 19 do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB). O encontro marcou o início das atividades do grupo, criado para avaliar a infraestrutura nacional voltada ao desenvolvimento e à implantação de reatores nucleares de potência no Brasil.
O GT tem como foco os Pequenos Reatores Modulares (SMRs) e os microrreatores nucleares, com ênfase em aplicações terrestres. A iniciativa reúne representantes de diversos órgãos e instituições estratégicas, entre eles: Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Ministério de Minas e Energia; Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.; Autoridade Nacional de Segurança Nuclear; Comissão Nacional de Energia Nuclear; Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha; Eletronuclear; Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional; Empresa de Pesquisas Energéticas; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; e Indústrias Nucleares do Brasil S.A.
Durante a reunião, foram apresentados os principais objetivos do grupo, que incluem a análise de aspectos como a localização dos SMRs, modelos de financiamento e definição das tecnologias a serem adotadas no país, seja por meio do desenvolvimento nacional ou da adaptação de soluções internacionais. As discussões serão conduzidas ao longo de seis meses, envolvendo empresas do setor, órgãos governamentais e associações.
“Esse trabalho vai estabelecer diferentes diretrizes para a implantação dos SMRs no Brasil. Vamos discutir desde a localização até o modelo de financiamento e as tecnologias que serão utilizadas. O mundo está se voltando para a energia nuclear, e é fundamental que o Brasil acompanhe esse movimento”, destacou Seixas.
Outro ponto relevante em debate será a definição de políticas para a gestão de resíduos gerados pelos SMRs, além da estruturação de estratégias para formação e capacitação de mão de obra qualificada, essencial para a operação segura dessas tecnologias.
Os SMRs e microrreatores nucleares representam uma nova geração de soluções energéticas, capazes de fornecer energia segura e eficiente para pequenas cidades, hospitais, indústrias e regiões remotas. Por serem modulares, de menor porte e com possibilidade de transporte facilitado, apresentam-se como uma alternativa estratégica para ampliar o acesso à energia elétrica no Brasil.
A participação da ABEN na reunião reforça seu papel estratégico na articulação e no desenvolvimento do setor nuclear brasileiro, contribuindo ativamente para o avanço de soluções energéticas seguras, inovadoras e alinhadas às demandas do futuro.