O desenvolvimento e as aplicações dos pequenos reatores modulares (Small Modular Reactors – SMRs) estiveram em pauta em reunião realizada na última quinta-feira (22), em Xangai, entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e representantes da China National Nuclear Corporation (CNNC). O encontro integra o esforço do governo brasileiro de acompanhar iniciativas internacionais relacionadas a tecnologias nucleares emergentes.
Os SMRs vêm sendo estudados por diferentes países como alternativa para ampliar a oferta de energia de base, com menor emissão de carbono e maior flexibilidade de aplicação. Além da geração elétrica, a tecnologia pode ser utilizada em processos industriais, dessalinização de água e no suporte a cadeias produtivas intensivas em energia.
Durante a reunião, Alexandre Silveira afirmou que o Brasil avalia a incorporação de novas tecnologias nucleares no planejamento energético de longo prazo. Segundo o ministro, o país possui uma estrutura consolidada no setor, com atuação em toda a cadeia nuclear, desde a pesquisa mineral e a produção do combustível até a geração de energia e a fabricação de equipamentos.
O ministro também abordou os desafios institucionais enfrentados pelo setor nuclear brasileiro nos últimos anos. De acordo com Silveira, a privatização da Eletrobras contribuiu para a desarticulação do setor, ao gerar incertezas sobre investimentos e sobre a continuidade de projetos estratégicos, como a usina nuclear de Angra 3.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o atual governo conduz um processo de reestruturação do setor nuclear, com foco na recomposição da governança, na racionalidade econômica e na definição de diretrizes de longo prazo. Nesse contexto, estão em análise alternativas técnicas, institucionais e financeiras para viabilizar o avanço da conclusão de Angra 3, considerada relevante para a segurança energética nacional.
O fortalecimento do setor nuclear também envolve a cadeia produtiva do urânio. Atualmente, cerca de 30% do subsolo brasileiro foi mapeado, mas o país já possui uma das maiores reservas do mineral no mundo. A ampliação da pesquisa geológica é apontada como fator estratégico para o desenvolvimento futuro do setor.
Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Foto: Divulgação/ MME