O jornal Estadão noticiou a assinatura de um contrato entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), com o objetivo de estruturar modelos de parcerias com o setor privado para a exploração e lavra de urânio e minerais associados.
A iniciativa busca viabilizar a autossuficiência de urânio para o abastecimento das usinas nucleares brasileiras, tema considerado estratégico para a segurança energética do país. Segundo o BNDES, “os estudos técnicos, quando concluídos, serão encaminhados para os órgãos responsáveis”.
O projeto está inserido no Programa Pró-Urânio, lançado pela INB em 2024, que tem como foco acelerar a identificação e o desenvolvimento de novas jazidas no território nacional. Nesse contexto, o BNDES atuará na modelagem de parcerias com empresas mineradoras interessadas no setor.
A proposta prevê a exploração de cinco áreas prioritárias, distribuídas em diferentes estados:
Amorinópolis, nos municípios de Amorinópolis e Iporá (GO);
Espinharas, em São José de Espinharas (PB);
Figueiras, em Sapopema (PR);
Rio Preto, nos municípios de Cavalcante, Colinas do Sul (GO) e Arraias (TO);
Lagoa Real, em Caetité (BA).
Na última semana, o presidente da INB destacou a necessidade de ampliar significativamente a produção nacional de urânio para atender à crescente demanda do setor nuclear brasileiro.
Além disso, a Petrobras também demonstrou interesse na exploração de minerais estratégicos. Em declaração recente, a presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou: “Eu gosto da ideia de explorar potássio. Gosto da ideia de explorar minerais críticos. Gosto da ideia de fazer urânio. Gosto da ideia de ser uma empresa de energia cada vez maior”.
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Fonte: Estadão
Autor: Denise Luna
Foto: André Teles (ilustrativa)