Em resolução publicada no Diário Oficial, o Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro instituiu um Grupo Técnico (GT) para avaliar a infraestrutura nacional voltada ao desenvolvimento e à implantação de reatores nucleares de potência, com foco em Pequenos e Microrreatores Modulares (SMRs), voltados especialmente para aplicações em terra.
O GT será composto por representantes dos seguintes órgãos e entidades: Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Ministério de Minas e Energia; Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.; Autoridade Nacional de Segurança Nuclear; Comissão Nacional de Energia Nuclear; Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha; Eletronuclear; Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional; Empresa de Pesquisas Energéticas; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; e Indústrias Nucleares do Brasil S.A.
Os SMR’s e Microrreatores Nucleares representam uma nova tecnologia para fornecimento de energia segura para pequenas cidades, hospitais, indústrias e localidades remotas.
Modulares, de fácil transporte e com execução remota, tornam-se uma excelente estratégia para ampliar o acesso à energia elétrica no Brasil, capazes de fornecerem para as regiões mais remotas.
Além de oferecerem uma solução continua capaz de atender à crescente demanda da digitalização e o avanço da inteligência artificial que elevam o consumo de eletricidades dos data centers.
Atualmente, no Brasil há um projeto de desenvolvimento desta tecnologia por meio de diversas instituições cientificas, tecnológicas e privadas, com papel de destaque da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que atuará através do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN) e do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN) e a Diamante Energia.
Sob coordenação do Ministério de Minas e Energia, os trabalhos do GT deverão ser concluídos dentro do prazo de 180 dias, a partir da data de publicação da designação para os membros, podendo ser prorrogado por até 90 dias uma única vez.
Ao finalizar os trabalhos, o GT deverá apresentar ao Coordenador do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, documento técnico que aponte os desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência, focando em Pequenos e Microrreatores Modulares em terra.
Imagem: Gov.br