CDTN leva ciência nuclear para o público na SBPC 2025 com interatividade e paixão pela divulgação

CDTN leva ciência nuclear para o público na SBPC 2025 com interatividade e paixão pela divulgação

Entre 14 e 19 de julho, Recife foi palco da 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN) marcou presença em estande da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), repleto de atividades, palestras e demonstrações interativas. A missão: aproximar a ciência nuclear da sociedade e mostrar como suas aplicações impactam positivamente o dia a dia das pessoas.

Representando o CDTN, Marina Bicalho — servidora desde 2010, atuante no Serviço de Radiofármacos e integrante do Comitê de Divulgação Científica, foi a expositora mais experiente da equipe este ano. Para ela, o evento é uma oportunidade única de derrubar preconceitos e despertar curiosidade.

“A área da saúde é sempre a que mais encanta. Quando falamos sobre radiofármacos e medicina nuclear, as pessoas enxergam esperança. Todo mundo conhece alguém que já enfrentou o câncer, e saber que a tecnologia nuclear pode ajudar no diagnóstico e tratamento muda a percepção de muitos visitantes”, conta Marina.

No estande, quatro grandes temas se destacaram: reatores nucleares, rejeitos radioativos, radiofármacos e radiação gama. A maquete do reator TRIGA IPR-R1 chamou atenção de crianças e adultos, ajudando a explicar conceitos complexos de forma visual. Já a irradiação de alimentos provocou reações curiosas: “Quando mostro que o miojo, tão comum nas casas, já passa por processo de radiação para garantir segurança alimentar, muitos se surpreendem. É uma ótima porta de entrada para explicar como essa tecnologia é segura e útil”, relata.

A participação do CDTN contou ainda com a colaboração de outras unidades da CNEN, como IRD, IEN, IPEN e CRCN-NE. Ferramentas como a Cidade Virtual da Ciência, desenvolvida pelo IEN , permitiram que visitantes explorassem aplicações da radiação em um ambiente 3D interativo, ampliando a compreensão sobre os usos pacíficos da tecnologia nuclear. Dinâmicas como o “Mini-Cientista” envolveram crianças, que vestiam jalecos, utilizavam óculos de proteção e recebiam certificados, despertando sonhos e vocações.

Marina também destacou a importância de adaptar a linguagem para diferentes públicos: “Atendemos desde estudantes e professores até trabalhadores da feira. É preciso sair do jargão técnico e buscar exemplos práticos, sempre respeitando o nível de conhecimento de cada pessoa. ”

Apesar do cansaço físico e da intensa carga de trabalho, a expositora considera a experiência extremamente gratificante: “Ver o brilho nos olhos de quem aprende algo novo é recompensador. Mesmo que dentro da própria instituição ainda falte valorização para esse esforço, o retorno do público mostra que vale a pena. Nosso papel é plantar sementes para que mais pessoas conheçam e apoiem a ciência nuclear. ”

Com iniciativas como essa, o CDTN reforça seu compromisso de aproximar a pesquisa científica da sociedade, mostrando que a energia e as tecnologias nucleares vão muito além da geração elétrica, elas salvam vidas, garantem alimentos mais seguros e abrem portas para um futuro de inovações.

Foto:  Diego Galba/MCTI