Competição Embaixadores Nucleares: Formando Jovens para Popularizar a Energia Nuclear no Brasil

Competição Embaixadores Nucleares: Formando Jovens para Popularizar a Energia Nuclear no Brasil

Criada em 2017, a competição Embaixadores Nucleares da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN) tem como objetivo comunicar os benefícios da Energia Nuclear, destacando suas aplicações e impactos positivos na sociedade. De abrangência nacional, o projeto envolve estudantes e professores em uma competição voltada à divulgação da Tecnologia Nuclear para diferentes públicos.

Os participantes podem se inscrever de forma individual ou em equipes de até três pessoas, sendo divididos em três categorias: graduação, pós-graduação e professores. Atualmente, a coordenação do programa está sob responsabilidade da Dra. Olga Mafra, que destaca a importância da iniciativa para levar informações sobre o setor nuclear brasileiro à população e engajar os jovens no entendimento do papel da área nuclear no dia a dia.

Última edição

A IV edição da competição teve início em 2024 está em andamento e terá seus resultados na INAC (International Nuclear Atlantic Conference) de 2026.  As equipes que participaram da III competição Embaixadores Nucleares tiveram seus trabalhos apresentados na INAC 2024 que se realizou em maio do mesmo ano, no Rio de Janeiro. Os vencedores foram equipes do Instituto Federal e Pernambuco (IFPE), da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Instituto Militar de Engenharia (IME) e do Instituto de Energia Nuclear (IEN).

Na categoria graduação, a equipe Monitores Nucleares foi a vencedora. O grupo era composto pelos estudantes João Vitor Cavalcanti da Silva e Mariana Nunes Wanderley Braga, do curso de Tecnologia em Radiologia do IFPE, em parceria com Luís Augusto Costa de Lira Carvalho, graduando em Física pela UNICAP.

A equipe vencedora da pós-graduação levava o nome de Minuto Nuclear e era composta pelos alunos do mestrado em Ciência e Tecnologia Nucleares do IEN, Cássio Feitosa Trajano da Silva, Rafael Fernandes Rodrigues e Vinicius Cardoso Brum.

Já na categoria professor, a equipe Atômica levou o prêmio. O grupo era formado pelo professor Wallace Vallory Nunes, especialista em Inteligência Artificial aplicada à Engenharia Nuclear, Instrumentação Nuclear, Robótica e Automação Nuclear, e por duas alunas do Programa de Pós-graduação em Engenharia Nuclear do IME.

Projeto Atômica: Divulgação da Energia Nuclear

O projeto apresentado pela equipe Atômica teve como foco a divulgação das aplicações da Energia Nuclear para diferentes públicos. Seu principal destaque foi um stand interativo, voltado para alunos da rede pública do Ensino Fundamental e Médio, além de uma turma de Doutorado em Ensino de Ciências do IFRJ – campus Nilópolis.

Entre os materiais expostos, estavam amostras de cereais irradiados pelo CTEx (2007), um dos elementos que mais chamaram a atenção do público, segundo Wallace. Além disso, o stand abordava o Ciclo do Combustível Nuclear, experiências práticas com os detectores RadEye e PRD-ER, entre outros experimentos.

Wallace ressaltou que a participação no programa foi uma oportunidade única para desenvolver um projeto de extensão, levando a divulgação científica para cidades do interior do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense – regiões com pouco acesso a universidades e conhecimento científico.

“Queríamos alcançar esses estudantes e desmistificar a ideia de que a Energia Nuclear é algo negativo, mostrando seus benefícios para a sociedade, destacou o professor.

Minuto Nuclear: Informações positivas da área nuclear de uma forma didática e rápida

A equipe Minuto Nuclear apostou em produzir vídeos rápidos e curtos com o objetivo de levar informações de maneira rápida e didática. Para esta divulgação, a equipe escolheu as plataformas do Instagram, Tiktok e Youtube.

O resultado nas redes sociais segundo, Cássio Trajano, atualmente Doutorando em Engenharia Nuclear no Programa de Engenharia Nuclear (PEN) da UFRJ, foi positivo. Eles recebiam diversas dúvidas, por exemplo, o que é radiação e sobre a fusão nuclear, tema que foi destaque nas publicações por receber diversos comentários.

“Para sociedade é muito bom, porque ela vai conhecer os benefícios da área nuclear. E de fato estamos precisando que se estimule entre os pesquisadores, essa divulgação positiva da área” afirmou o doutorando sobre a importância da competição.

 

Monitores Nucleares: Educação e Divulgação nas Redes Sociais

A equipe Monitores Nucleares surgiu a partir da experiência de seus membros como monitores do Museu de Ciências Nucleares da UFPE. Inicialmente, o projeto Web Nuclear tinha como foco principal a divulgação científica por meio das redes sociais, mas, devido à visibilidade adquirida com o programa, expandiu suas atividades para a realização de palestras em escolas.

Para Mariana Nunes, receber o título de Embaixadora Nuclear foi uma honra:

“Porque ele leva a gente um lugar muito sensível, que é o lugar da educação. O lugar da gente ter uma responsabilidade de passar as informações corretas, assertivas e compreensivas também. E um assunto muito complexo. Falar sobre tecnologias nucleares envolve muitas tecnologias por trás dela também” afirmou a estudante sobre a participação no programa.

Sua dica para aqueles que querem se tornar Embaixadores Nucleares é ter criatividade. A ganhadora destacou que pensar em formatos diferentes e que vão atrair o público é o que vai destacar o seu projeto.

Em entrevista, Mariana também citou a importância de participar de um programa como este ainda durante a graduação. Para ela, a participação e premiação no INAC foi o ponto alto de toda a experiência. O networking adquirido no evento e a sensação que a equipe teve de abrir a bandeira de Pernambuco foi incrível.

+Notícias sobre Embaixadores Nucleares