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Assembleia Geral da ONU continua a expressar profunda preocupação com a violação dos direitos humanos no Irã

19/12/2013 16:49:08

Ontem, 18 de dezembro, a Assembleia Geral da ONU voltou a expressar profunda preocupação com as graves e recorrentes violações de direitos humanos no Irã. Com 86 votos a favor, 36 votos contrários e 61 abstenções, a Assembleia aprovou uma resolução sobre a situação dos direitos humanos na República Islâmica do Irã que, embora reconheça as recentes promessas do novo presidente do Irã para melhorar os direitos humanos, relata a existência de execuções injustificadas, o uso de tortura, limites à liberdade de reunião e de expressão, além da discriminação permanente contra as mulheres, as minorias étnicas e religiosas, inclusive os praticantes da Fé Bahá'í.

"Estamos felizes com o fato de que a comunidade internacional prefere a ação às palavras. O mundo deixou claro, por meio desta votação, que espera do Irã o cumprimento das novas promessas que fez e dos compromissos internacionais", destacou a cientista política e representante da Comunidade Bahá'í do Brasil, Mary Aune.

Mary lembra ainda que os bahá'ís daquele país são perseguidos com a conivência do governo desde 1979. “O tratamento dispensado aos bahá'ís iranianos ainda não mudou. Eles são impedidos de estudar e trabalhar, além de serem perseguidos e presos. Atualmente mais de 100 bahá'ís estão na presos unicamente por sua crença religiosa”, afirma.

A resolução dedicou mais de um parágrafo a situação enfrentada pelos bahá'ís iranianos, destacando-se prisões e detenções arbitrárias; restrição de acesso ao ensino superior; prisão continuada das lideranças da Comunidade Bahá'í do Irã; o fechamento de empresas pertencentes a bahá'ís e a criminalização da Fé Baha'i. Além disso, crimes cometidos contra bahá'ís não são investigados adequadamente, inclusive assassinato.

Outras preocupações expressas pela resolução são o uso continuo da tortura e a alta taxa de execuções; as restrições generalizadas sobre o direito de reunião pacífica e liberdade de associação, opinião e expressão; a perseguição de defensores dos direitos humanos; a desigualdade de gênero e a violência contra as mulheres.

O documento também pede que o Irã coopere com os monitores da ONU permitindo visitas ao país e pede ao secretário-geral das Nações Unidas que apresente em 2014 um relatório sobre os progressos alcançados pelo Irã no cumprimento de suas obrigações na área de direitos humanos.

 

 

 


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