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Ahmed Shaheed, relator especial da ONU

Ahmed Shaheed, relator especial da ONU

Novo relatório da ONU diz que o Irã continua a violar direitos humanos

28/10/2013 15:51:49

 

 

 

As informações sobre situação de direitos humanos na República Islâmica do Irã foram apresentadas na última quinta-feira, 24, pelo relator especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos no país, Ahmed Shaheed, que não observou "qualquer sinal de progresso", apesar das promessas do novo presidente iraniano, Hassan Rohani, e dos recentes sinais de melhoria emitidos pelo país. O relatório apresenta diversos parágrafos sobre a perseguição sofrida pela comunidade Bahá’í do Irã.

 

Segundo Shaheed a situação no país é preocupante, principalmente pelo elevado número de execuções, 724 entre janeiro de 2012 e junho de 2013. Além disso, a discriminação em relação a mulheres e minorias étnicas continua a ser praticada, as condições prisionais são precárias e a liberdade de expressão é limitada. Outra situação extremamente grave é a das minorias religiosas no Irã, incluindo bahá’ís, cristãos, muçulmanos sunitas e outros, que de acordo com o relator: “são cada vez mais submetidos a diversas formas de discriminação legalizada, incluindo trabalho e educação, e muitas vezes enfrentam detenção arbitrária, tortura e maus tratos”.

 

A cientista política e representante da Comunidade Bahá'í do Brasil, Mary Caetana Aune-Cruz, recebeu o relatório e afirmou que ele apresenta um claro retrato do que aconteceu e continua acontecendo no país. “Relatórios recentes, provenientes do Irã, dão detalhes perturbadores de que não houve melhora alguma”, disse a Sra. Dugal. “De fato, os relatórios que chegam ao nosso escritório realmente indicam uma piora na situação dos bahá’ís do Irã. E nós observamos que, embora tenha havido muita notícia na mídia informativa a respeito das recentes libertações de alguns prisioneiros de consciência, por enquanto nenhum membro da Fé Bahá’í foi incluído entre eles”, afirmou.

 

Para a principal representante da Comunidade Internacional bahá’í na ONU, Bani Dugal, o Irã procura enganar a comunidade internacional e apaziguar a comunidade de nações, mas no país a repressão continua. “A comunidade bahá’í do Irã, assim como outras minorias daquele país, continua privada de seus direitos mais básicos, incluindo enfim o direito a existir como uma comunidade viável”, disse.

 

Em resposta oficial do Irã ao relatório de Shaheed, o governo alega que ‘os direitos de cidadania dos seguidores de outras fés, incluindo os bahá’ís, são totalmente observados’. Contudo, Dugal lembra que a mídia controlada pelo governo continua a incitar o ódio contra os bahá’ís, que são proibidos oficialmente de frequentar universidades e exercer dezenas de profissões. Além disso as propriedades da comunidade bahá’í permanecem confiscadas e até mesmo cemitérios bahá’ís não estão imunes a destruição. “Essas e incontáveis outras ações demonstram, além de qualquer sombra de dúvida, a presença de uma deprimente campanha insidiosa, organizada pelo estado para a erradicação de uma comunidade religiosa na terra de seu nascimento – uma campanha claramente conduzida da própria cúpula da estrutura política do Irã”, concluiu.

 

 

 

 

Para mais informações, acesse http://www.bic.org/media/media-information

 

 


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