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A partícula de Deus

9/10/2013 15:14:02

* Por Edvaldo Andrade


Ontem à noite a mídia informou que o belga François Englert e o britânico Peter Higgs foram os vencedores do Prêmio Nobel de Física de 2013. Hoje eles vão receber os seus prêmios na Suécia. Eles desenvolveram a teoria da existência de uma partícula subatômica a qual deu origem à massa de outras partículas. Em homenagem ao Dr. Peter Higgs passou a ser chamada de “Partícula de Higgs” e posteriormente “A Partícula de Deus” a qual deu origem a tudo que existe no cosmo e sem a qual não haveria existência, isto é, a vida como hoje a conhecemos.   
Em 1927 o astrofísico belga George Lemaitre disse que o Universo estava se expandindo e assim criou a teoria do fenômeno do “Big Bang”, uma grande explosão da qual surgiu o Universo, e chegou mesmo a calcular a sua idade em exatamente 137 bilhões de anos luz! Nem mais nem menos.   
O Universo é composto por bilhões de galáxias, estrelas, planetas e outros corpos celestes, com  distâncias infinitas e de dimensões fantásticas e tem uma ordem perfeita; muito além da nossa imaginação, portanto é fácil compreender porque não há unanimidade entre os próprios cientistas sobre este tema. O famoso físico inglês, Stephen Hawking, no seu livro “Uma Breve História do Tempo”, publicado em 1988, havia afirmado que “a existência de um Criador não era incompatível com a ciência”, mas no seu último best-seller intitulado The Grand Desig (O Grande Projeto) reformulou a sua opinião e disse que “o “Big Bang” é uma consequência inevitável das leis da física e que Deus é desnecessário para explicar a criação do Universo”.   
O famoso físico norte-americano, Dr. Stephen Gould, professor da Universidade de Harvard tem outra opinião. Ele disse que “a mais refinada expressão de inteligibilidade racional do cosmo se encontra nas leis da física as regras fundamentais segundo as quais a natureza funciona. São as leis da gravidade e do eletromagnetismo, as que regem o universo dentro do átomo; as leis da mecânica; todas expressas por detalhadas relações matemáticas”, pontuou. Ele mesmo se pergunta: “Mas de onde vêm essas leis e por que são descritas desta forma?”.
O tempo é o senhor da razão, e é provável que esta e outras futuras teorias venham a ser reformuladas, como já aconteceu com o famoso físico inglês acima mencionado. Albert Einstein, o maior físico de todos os tempos, acreditava em Deus; numa força inteligente a ponto de afirmar que “a ciência sem a religião é cega e a religião sem a ciência é manca”.
Embora tenha sido dado ao homem o poder do pensamento, ele não conseguiu responder simples indagações; de como se originou os instintos dos animais e dos pássaros, que atravessam continentes “sem bússola” e de tantos outros fenômenos extraordinários da natureza ainda sem explicações. Quem programou tudo isso? A inexistência absoluta não pode tornar-se existência, portanto é de se concluir que o Universo é uma obra inteligente de um Criador; de uma força cuja existência está muito além da nossa compreensão porque a sua grandeza é infinita e não cabe na nossa inteligência de criatura.


* Edvaldo Andrade é economista e membro da Comunidade Bahá'í do Brasil


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